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doce vampiro

sexta-feira, 26 de março de 2010.
Doce vampiro
Que uma noite
Seduziu-me
Com palavras descomprometidas
Fez-se marcante
Encantou-me
Meu doce vampiro
Não me pergunte porque
Não saberia dizer
Só sei sentir e como você
Pouco compreender
Doce vampiro
de noturno viver
Leva-me
Em tuas asas de sonho
Faz-me
Acordar com você
Doce vampiro
de mistérios e lendas
Meu sangue quero te oferecer
Alimentar-te em meu corpo
Acender-te o fogo do desejo
do louco prazer
Doce vampiro
Seduza-me
Continue seu jogo
Me permita conhecer tua luz negra
Doce vampiro
Que pelos caminhos da noite
Me conduz
com meu sange em tua boca
Dou-te vida
Apresento-te aos anjos,duendes e bruxas
O sol que irradia
Amor, beleza e sabedoria
Doce vampiro
Agora é paz,silêncio e encontro
De tantos reencontros perdidos
Nestas nossas vidas
de luz e sombras
Doce vampiro




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Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando pessoa

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Eu Vejo!

sexta-feira, 12 de março de 2010.

Vejo a luz na escuridão
Vejo as trevas dominando a luz
Vejo homens e máquinas se degladiando
Vejo crianças se tornando homens e mulheres antes do tempo
Vejo a flor perder suas pétalas em plena primavera
Vejo a alma imortal que nos abandonou
Vejo as estrelas caindo de tristezas
Veja a amargura dos homens que perderam a fé
Vejo a guerra interna dos senhores da religião
Vejo a obscessão tomando forma
Vejo a escuridão se aproximando do corpo celeste
Vejo o desespero que se tornou fé
Vejo a solidão de poucos que ainda sentem
Vejo a devastação das florestas
Vejo a chegada das harpias
Vejo anjos negros e pardos disputando espaço
Vejo animais fugindo assustados
Vejo sonhos que não poderiam ser realizados
Vejo a mentira perder a ilusão de sua essência
Vejo a verdade se esconder atrás da vergonha
Vejo deuses que foram esquecidos
Vejo demônios que se aliaram se tornando humanos
Vejo humanos se tornando bestas
Vejo pedras consolando florestas em chamas
Vejo rios de lava festejando a chuva ácida
Vejo um senhor sentado a beira do abismo
Vejo o amor fugir com medo da dor
Vejo a dor possuindo a esperança
Vejo os campos cinzentos
Vejo tudo...
Vejo e não compreendo
Vejo e não acredito
Vejo e choro pela bestialidade humana
Vejo com tristeza como foram capazes de tamanha insensatez
Vejo sempre quando teimo em chegar aqui
Vejo o que não queria ver e acreditar...
Vejo tudo...
Vejo e não compreendo
Vejo e não acredito
Vejo e choro pela bestialidade humana
Vejo com tristeza como foram capazes de tamanha insensatez
Vejo sempre quando teimo em chegar aqui
Vejo o que não queria ver e acreditar...
Vejo meu mundo esquecer o amor e louvar a loucura
Vejo o ódio rindo pela queda da paixão
Vejo a vingança se apoderando da justiça
Vejo ainda...mas não desejaria ver ne
*Vejo ainda...mas não desejaria ver nem estar aqui!
Vejo que è chegada a hora, preciso retornar ao meu espaço
Vejo ela me chamando para irmos embora deste que um dia pude chamar de MEU LAR!
autor:Marcos pereica
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BACK TO FOLLOW!

terça-feira, 9 de março de 2010.
Abandone sua casa de mentiras, esqueça os ritos dentro da taça com sangue e pão
Conheça-te como nunca imaginou, alegre-se, vibre, sinta o tempo,
Tire de dentro de sí todo ódio, temor, sentimentos tolos
Veja este mundo como realmente é, diferente de tudo que ensinam aos teus olhos e ouvidos
Oculte-se, para que sua forma seja vista e não imitada

Quando estiver pronto para se auto-responder...
Não pule no Abismo,
Não mate a sí mesmo
Não obedeça o corpo
Não despreza a mente
Não se desfaça de sí mesma
Não...te auto abandone
Não se esconda do mundo que criou em seu quarto vazio

Só pedirei uma coisa....
Aceite-me como sou, e não como querias que eu fosse
então, a partir de hoje poderá ME SEGUIR!

autor: Marcos pereira
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FOLLOW ME!

Sem emoção, sem ética, sem moral, sem ...nada,
Seguirás inconteste, pendular, inquestionável:

A Luz que outrora trouxe calor as trevas
A Cor que julgares mais insólita da tua alma
A Dor que teus olhos sentem na cor da tua mente
A Alma que possui e não te pertence
A Realidade obscura do mundo concreto
A Moda como sua única opção de prazer e lazer

As trevas da outrora luz da verdade
O Corpo que valoriza e não obtém
O Poder que almeja, usando a ti mesmo como exemplo
O Exemplo que despreza a outros, ignora que poder é ter e não ser
O Sonho encantado do teu mundo perfeito
O desrespeito pelas tradições que nunca saem de moda

Um Amor pelas incertezas da verdade da arte da mão esquerda
Um Desprezo pelas Mentiras que conta tua mão direita
Um deus que nunca encontrarás e não se importa
Um anjo negro que está sempre ao teu lado sem ser notado
Uma Duvida que paira desde o seu nascimento
Uma Resposta que já sabe e tem medo de conhecer

Abandone sua casa de mentiras, esqueça os ritos
autor: Marcos pereira
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poesia da podridão

terça-feira, 2 de março de 2010.
Agora que estás morta e apodrecendo,
Oculta na clausura do caixão,
Eu quero, com a fome de um leão,
Comer o teu cadáver estupendo!

Necrofagia: É disso que eu entendo!
Quero comer a tua podridão,
Mastigar e engolir com emoção
O que os vermes também estão comendo.

Eu vou te devorar com meu critério:
Vou invadir o velho cemitério,
Desenterrar teus cálidos destroços,

E devorar teu corpo podre e preto;
E após sobrar apenas o esqueleto,
Eu vou querer lamber até seus ossos!


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amor gótico

segunda-feira, 1 de março de 2010.
Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.
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gritos

Na névoa do anoitecer
As presenças da noite se aproximam...
Em sombras de vento
Em risadas ecoando entre os braços das árvores

A morte espalha o seu cheiro no ar,
E gritos;
Gritos invadem as minhas veias...
Eu, um ser frio que vive do sangue para o sangue,
Que vive da dor para a dor...

Um monstro sou;
Um monstro que chora a perda da vida
E vive do inevitável,
Por não ser a dor que causo
Nem o prazer que crio.

Nem o prazer que crio.

Na escuridão permaneço
Vivendo nesse escuro medo
Todos estão a me observar
O amor que sinto me protege por nada me amar
O medo se transforma em ódio
Para que eu descubra o que tenho que buscar...

Que mais posso esperar de tudo isso?
Das lágrimas busco o sorriso...
Do peso em meu coração busco a paz
O simples beijo que dou,
Desperta meu imortal desejo do fatal beijo dar
E nesse fim de mais uma vida
O que terei eu de amar?

Poet & Mekare
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vampire



Finalizando o meu eterno ciclo
Vejo o que não posso mais ter
Não mais amo, não mais sinto
Vivo a morte em meu sofrer

A vida eu sugo
Buscando o prazer no elixir dessa mundana vida
O mal eu sou
Ao fugir da paz que almejo

Os traços eu confundo nessa escuridão
O que me cerca são apenas sombras, e morte
Os dias se passaram e eu nunca mereci o fim
O meu tempo se foi e todos os pensamentos se anularam
Amando, eu descobri que somente eu poderia me criar
E eternamente me recriar após um simples fim

Corpo leve que possuo
Peso que tenho que carregar
Minha alma está condenada
E o meu fim eu vivo a buscar

Fui o mais belo imortal
Sempre existi consciente em mim
Lágrimas de sangue dos meus olhos rolaram
Quando eu criei o meu fim...
Me recriei em mim buscando um novo fim
Que nunca tive, mesmo criando uma prole pra mim
Da morte surgiu a morte sem nunca se ter um fim!


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gothic

Eu sou o poeta da escuridão
que semeia em frios jardins
flores mortas
com as pálidas mãos

Sou o ser escuro
que vigia a noite
com o olhar de vampiro
buscando encontrar a beleza
que se esconde em cada sombra

Meus olhos pintados de preto
vêem o que não pode
ser visto
pelos olhos mortais

Eu sou a bruma noturna
o ouvido dos
Gárgulas
nas catedrais

Eu vagueio nos céus escuros
onde os olhos dos
corvos
brilham
no mágico crepúsculo

Nas trevas
vejo a luz
que poucos ainda
produz
e na terra onde os seres
do dia
rastejam
plano suavemente com
minhas asas de
anjo negro

Minha solidão
devora as horas
esperando o dia terminar
até cair sobre mim
o manto da noite
onde sonho acordado
sem despertar

Meus versos escritos
com sangue
deslizam como uma chuva tépida
nos prédios abandonados
onde deixo o lamento de um mundo
doente
gravado

Doenças deixadas pelos seres
do dia
que destroem o mundo
com sua ímpia enfurecida
Quem são os estranhos?
Ou seriam os loucos?

Deixe-me só com minha tristeza
pois o que resta é chorar
afinal, alguém precisa chorar
então
que seja eu
o ser da escuridão
o Nosferatu

Deixe-me acender minha fogueira
na terra das almas mortas
quero deitar-me sobre as lapides frias e tortas
deixadas pelos seres
de outrora

Deixe-me cantar
nas entranhas escuras
Close to me
o mundo está doente
talvez não há mais cura
alguém precisa chorar
então que seja eu
o ser da noite escura

SANDRO KRETUS

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