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Adeus

segunda-feira, 18 de outubro de 2010.
Adeus! e para sempre embora,
Que seja para nunca mais:
Sei teu rancor - mas contra ti
Não me rebelarei jamais.


Visses nu meu peito, onde a fronte
Tu descansavas mansamente
E te tomava um calmo sono
Que perderás completamente:


Que cada fundo pensamento
No coração pudesses ver!
Que estava mal deixá-lo assim
Por fim virias a saber.


Louve-te o mundo por teu ato,
Sorria ele ante a ação feia:
Esse louvor deve ofender-te,
Pois funda-se na dor alheia.


Desfigurassem-me defeitos:
Mão não havia menos dura
Que a de quem antes me abraçava
Que me ferisse assim sem cura?


Não te iludas contudo: o amor
Pode afundar-se devagar;
Porém não pode corações
Um golpe súbito apartar.


O teu retém a sua vida,
E o meu, também, bata sangrando;
E a eterna idéia que me aflige
É que nos vermos não tem quando.


Digo palavras de tristeza
Maior que os mortos lastimar;
Hão de as manhãs, pois viveremos,
De um leito viúvo despertar.


E ao achares consolo, quando
A nossa filha balbuciar,
Ensina-la-ás a dizer "Pai",
Se o meu desvelo vai faltar?


Quando as mãozinhas te apertarem
E ela teu lábio -houver beijado,
Pensa em mim, que te bendirei
Teu amor ter-me-ia abençoado.


Se parecerem os seus traços
Com os de quem podes não mais ver,
Teu coração pulsará suave,
E fiel a mim há de tremer.


Talvez conheças minhas faltas,
Minha loucura ninguém sabe;
Minha esperança, aonde tu vás,
Murcha, mas vai, que ela em ti cabe.


Abalou-se o que sinto; o orgulho,
Que o mundo não pôde curvar,
Curvou-se a ti: se a abandonaste,
Minha alma vejo-a a me deixar.


Tudo acabou - é vão falar -,
Mais vão ainda o que eu disser;
Mas forçam rumo os pensamentos
Que não podemos empecer.


Adeus! assim de ti afastado,
Cada laço estreito a perder,
O coração só e murcho e seco,
Mais que isto mal posso morrer.

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Alma perdida

Dias de Luz
Noites escuras,
Ventos gelados sopram,
Trazem para perto de mim almas mórbidas
Ando pelas ruas a lembrar dos dias de luz
Pois agora só me restam trevas e escuridão
Eu mergulhei no poço mais fundo, estou na lama, perdida no pântano de culpa
Eu fazia as coisas sem olhar pra traz, e sem olhar pra frente, nunca pensei, tudo poderia mudar
Agora eu fico a desejar, a sonhar com o que passou
Como eu queria que voltasse
Que você voltasse
Que a vida voltasse
Traga-me de volta os dias de luz
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Gritos da alma

Ouço um grito desesperado!Sinfonia do inferno!

Minha alma implora por ajuda... meu coração bate de vagar...

Sinto o cheiro da morte!

Meus sonhos, minhas orações, eu não posso acreditar!

Não pode ser apenas dor!... Meus caminhos, todas essas lagrimas e todos esses gritos!...

Há uma razão para minha vida?

Minha alma está cansada!

Deitarei em meu caixão e esperarei pela cerimônia da morte...

E por suas palavras profanas...

Dia perfeito para chuva, ouço agora uma canção para dizer adeus

Adeus até o fim desta vida...

Quando minha luz for embora ouça minha musica e o meu clamor...

Ainda não é o fim desta vida!

by:lady dark

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Olhos negros

quarta-feira, 13 de outubro de 2010.

Teus lindos olhos negros
Me fazem sonhar
Me fazem esquecer quem sou
Teus lindos olhos negros
Me fazem viver em outra dimensão
Me fazem querer voltar no tempo
Teus lindos olhos negros
Me fazem sorrir chorando
Me fazem chorar sorrindo
Me fazem sentir saudade
Me fazem morrer de amor
Porque não olham pra mim...
Teus lindos olhos negros...
Teus lindos olhos negros...


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