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Desire

sexta-feira, 19 de novembro de 2010.

Minha doce faca... Querida navalha

Caminho nessa noite fria inerte

Estou a delirar

Ofegante de tanto sofrer

Chorando, não querendo mais ver o amanhecer

Sinto meu sangue correr... Penso em você

Minha querida navalha

Desejo-te

Um desejo submisso

Quero-te

Rasgue-me...

Deito em minha cama e sinto a brisa

Existente apena em minha mente

Estou com pessoas ao meu redor

Mas estou sozinha em minha agonia...

Amo-te doce faca, ande corte-me, rasgue-me

Olhe este sangue

Sangue vermelho

Sangue sofrido

Doce sangue

Que delicia é o prazer que você me oferece

Adoro sentir você rasgando-me

Ferindo-me tão cruelmente!

Oh!Que prazer

Doce faca minha amada

Corte-me, rasgue-me com tua lâmina

Afaste de mim a dor que sinto em meu coração

Traga-me o prazer da sensação

Do teu amor...

Lhe desejo querida

Desejo-lhe mais que minha própria vida!...

Lady Dark

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Rainha meretriz

quinta-feira, 4 de novembro de 2010.

Tornava-se pesado o manto,
A epiderme mal suportara a essência
O corpo não comparecia com a mente
A alma era um escudo de inércia.

Diziam as almas deambulantes,
Que Ela o merecia,
O relento, o frio do Inverno, a dor…
A conjunção da própria agonia.

Que maledicência fizera Ela,
Abandonada na sua corte e julgada
Suja, imunda, mal tratada,
Pelos dedos da acusação renegada .

Fora Rainha em tempos
Imponente, altiva, Guerreira,
Para sua má sorte,
Na Luxúria se mostrou cativeira.

Rainha jamais,
A feitiçaria também lhe descendia,
Linhagens manchadas…
A meretriz sempre se erguia.

Consortes dançavam-Lhe entre dedos,
Na valsa e no escarlate
E no canto da trigueira
Rainha, Meretriz, Feiticeira.



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A sua imagem

Faz nasceste a cada manhã, no horizonte de ninguém, e se por no coração de alguém…
Alguém que não sabes de onde veio e nem de onde vai…
No submundo da inexistência que lhe trouxe fazendo me levar à um nada que formulou o tudo….
Fazendo velejar nesse sonho inoportuno, onde meus dedos elevam os céus e o inferno, sem saber os olhos que o perseguem, sem saber os olhos que o amam….
Do beijo que era de amor se dilatou em uma aquarela de sentimentos sem fim…
Fazendo desse quadro uniforme, um abstrato se tornar, onde eu não sou o pintor nem a pintura, apenas o rascunho de um nada que fui e um nada que me tornei…
markinhos
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As aves

A tristeza é para mim como o som do canto dos pássaros.

Destilo o seu sangue no vapor dos meus olhos em chamas.

É quando as aves da tarde e da noite me cantam o hino das
noites fecundas.

Mergulho nas almas desses anjos e encontro meu espírito
fértil no túmulo das Eras:

A morte dos mundos…

Silêncio entre os vivos, e os mortos.


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Sombras

Sombras valsam na escuridão… E velas carregam nas suas mãos.

O vento lhes traz as tempestades e num clarão, elas se fazem carnes…

O único susto que dão, é a percepção profunda que trazem dos Homens.

As sombras são vultos que esvoaçam na igreja,

Das nossas almas.


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Do hoje de fárois

Memórias resolvidas,
Poeira de fruição,
A diluir-se em prantos,…

Lembro-me de ti amarquesada,
Cálice de transparência,
Reflectindo luar de Inverno,…

Olhar de caniçada,
À beira do rio de sonhos,
Em que parto de ti a fora,…

Do hoje de faróis,
Para o ontem de vultos,
Ficámos nós,…

Nunca menos que almas,
Sempre mais que expectativas,…
desconhecido

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Alma nua

A menina girou pelo mundo.

Não encontrou seu pranto da
lágrima desnudo.

Cantou no seu mundo
esdrúxulo.

Pulou no seu sepulcro
invisível.

Mas quando sua alma um
salto deu no abismo,

Seu corpo estremeceu…

E o seu choro morreu
mudo.

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