Rainha meretriz

quinta-feira, 4 de novembro de 2010.

Tornava-se pesado o manto,
A epiderme mal suportara a essência
O corpo não comparecia com a mente
A alma era um escudo de inércia.

Diziam as almas deambulantes,
Que Ela o merecia,
O relento, o frio do Inverno, a dor…
A conjunção da própria agonia.

Que maledicência fizera Ela,
Abandonada na sua corte e julgada
Suja, imunda, mal tratada,
Pelos dedos da acusação renegada .

Fora Rainha em tempos
Imponente, altiva, Guerreira,
Para sua má sorte,
Na Luxúria se mostrou cativeira.

Rainha jamais,
A feitiçaria também lhe descendia,
Linhagens manchadas…
A meretriz sempre se erguia.

Consortes dançavam-Lhe entre dedos,
Na valsa e no escarlate
E no canto da trigueira
Rainha, Meretriz, Feiticeira.



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