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Vampirismo



A crença em vampiros nasceu milênios de anos atrás, quando o homem descobriu que o sangue é a fonte da vida, e se espalhou pelo mundo todo. Em muitos lugares, como na Romênia - pátria de Drácula -, ela sobrevive ainda hoje.

O significado do vampirismo perde-se muito longe no passado, desde que o caçador primitivo descobriu que, Juntamente com o sangue que sai de um animal, ou de um outro homem, a vida também escapa e se extingue. O sangue é a fonte da vitalidade. Por isso, os homens se besuntaram a si mesmos de sangue, e às vezes o beberam. Foi assim que a idéia de beber sangue para renovar a vitalidade entrou na historia. Para o vampiro, na verdade, "o sangue é a vida" – como citou Drácula, e ainda em Deuteronômio 12:36, embora a passagem bíblica real seja uma advertência contra beber sangue. ("Tão somente o sangue não comereis; sobre a terra derramarei como água") Outra passagem da Biblia onde cita a advertência esta em Gêneses 9:4 ("A carne porem, com sua vida, isto é com seu sangue, não comeris")

A crença em vampiros é universal. Ela é documentada na antiga Babilônia, no Egito, em Roma, na Grécia e na China. Os relatos sobre vampiros existem em civilizações completamente separadas, entre as quais, quais quer influências diretas foram impossíveis. O vampiro é conhecido por vários nomes - vrykolakes, brykilakas, barbarlakos, borborlakos ou bourdoulakos em grego moderno; katakhanoso ou baital em sânscrito antigo: upiry em russo; upiory em polonês; blutsäuger em alemão; etc. Os chineses antigos temiam o giang shi, um demônio que bebia sangue. Na China, os vampiros já existiam em 600 a.C. Descrições de vampiros são encontradas nas antigas cerâmicas da Babilônia e da Assíria, milhares de anos antes de Cristo. A crença também floresceu no Novo Mundo, assim como no Antigo. Os peruanos pré-colombianos acreditavam numa classe de demônios chamados canchus ou pumapmicuc, os quais sugavam o sangue dos jovens adormecidos de modo a partilhar sua vida. Os astecas sacrificavam o coração dos prisioneiros ao sol, na crença de que seu sangue conservava a energia solar.

No começo da era cristã, o erudito Bhavabhuti escreveu contos clássicos indianos, inclusive 25 histórias de um vampiro que animava cadáveres e podia ser visto pendurado de cabeça para baixo numa árvore, como um morcego. O deus hindu Shiva partilha muitas semelhanças com os vampiros, tal como ser capaz de criar e de destruir ao mesmo tempo. A idéia de vampiro supõe o conceito oriental do eterno retorno, segundo o qual ninguém é realmente destruído, mas volta vezes sem fim em reencarnações.

 
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